Na Quarta-feira de Cinzas, e no Domingo I, II, III e V os cânticos devem ser tocados e cantados de forma simples e suave, para permitir que toda a assembleia entre num espírito de oração e conversão.
Simples e suave não significa que os cânticos sejam "mortos", mas sim que a suavidade dos mesmos seja a moderação e a simplicidade seja o mínimo possível de arpejos e arranjos.
As letras dos cânticos do tempo da Quaresma são fortes, e a suavidade dos mesmos permite que todos interiorizem melhor a música e consequentemente, meditem melhor a mensagem da letra, procurando assim o perdão e conversão.
Reparem no nosso cântico de ofertório do Domingo passado e deste Domingo:
1. Perdoa, Senhor, o nosso dia,
a ausência de gestos corajosos,
a fraqueza de actos consentidos,
a vida dos momentos mal amados.
2. Perdoa o espaço que Te não demos,
perdoa porque não nos libertámos,
perdoa as correntes que pusemos
em Ti, Senhor, porque não ousámos.
3. Contudo, faz-nos sentir,
perdoar é esquecer a antiga guerra.
E partindo, recomeçar de novo,
como o sol, que sempre beija a terra.
Quantos de nós já leu e interiorizou a mensagem desta letra?
Porque é diferente o IV Domingo da Quaresma?
Em cima citamos que os cânticos devem ser mais suaves nos restantes Domingos excepto no IV Domingo do Quaresma, pois neste Domingo é celebrado mistério da Páscoa na Terra Santa de Cristo, com a entrada do povo de Deus na Terra Prometida. O maná caiu e lá o povo pode alimentar-se dos frutos daquela nova Terra. É chamado o Domingo da Alegria.
Porque não se canta "Aleluia" na Quaresma?
Aleluia significa "Louvai o Senhor", e é uma aclamação marcada pela festa e alegria. Não combina com o tempo da Quaresma que é de reflexão interior, penitência e conversão. O Aleluia fica guardado para a Vigília Pascal, que será uma explosão de alegria e louvor ao Cristo Ressuscitado!